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Soja testa pequenos ganhos em Chicago nesta 4ª e começa se posicionar para o USDA

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Os futuros da oleaginosa, por volta de 7h55 (horário de Brasília), subiam entre 0,25 e 2,25 pontos, com o novembro, referência para a nova safra americana, sendo cotado a US$ 8,68 por bushel

Segue a estabilidade dos preços da soja no mercado internacional nesta quarta-feira (7). Os futuros da oleaginosa, por volta de 7h55 (horário de Brasília), subiam entre 0,25 e 2,25 pontos, com o novembro, referência para a nova safra americana, sendo cotado a US$ 8,68 por bushel.

Embora os traders estejam bastante focados nas questões comerciais entre China e Estados Unidos, o mercado também se mantém muito atento às questões ligadas à nova safra de grãos norte-americana. E agora, começam a chegar a primeiras estimativas para o novo boletim mensal de oferta e demanda que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz no dia 12 de agosto e deixa os negócios ainda mais especulados.

“O posicionamento para o relatório será feito com cautela na medida em que as tensões da guerra comercial se intensificam”, acreditam os especialistas da consultoria internacional Allendale, Inc.

As informações mais esperadas são as de área de plantio, uma vez que os problemas enfrentados durante a época da semeadura em praticamente todo o Corn Belt foram bastante severos, impedindo a coleta desses núemros de forma adequada.

Além disso, muitas áreas foram destinadas ao programa do Prevent Plant e outras até mesmo abandonadas, o que fez com que a projeção sobre a nova área se mostrasse bastante desconhecida.

Veja como fechou o mercado nesta terça-feira:

Soja: Prêmios sobem quase 30% no Brasil e preços têm novas altas no interior e portos

Os prêmios ofertados para a soja brasileira foram os destaques do mercado brasileiro nesta terça-feira (6), registrando ganhos de 15,56 a 27,78% e ficando em até 115 cents de dólar acima dos valores praticados na Bolsa de Chicago. As altas e mais o dólar estável, fechando em R$ 3,95, motivou boas altas dos preços da oleaginosa no mercado nacional, tanto nos portos, quanto no interior do país.

Nas praças do Sul do país, principalmente em municípios do Rio Grande do Sul e do Paraná, os ganhos variaram entre 2,19% a 4%, como foi caso de Ponta Grossa/PR, onde a referência terminou o dia com mais R$ 78,00 por saca.

Por outro lado, nas praças de Mato Grosso muitas cidades, dada a intensidad da volatilidade e da falta de direção do mercado, principalmente internacional, as cotações encerraram a terça sem referência ou sem variação, como foi o caso de Tangará da Serra, estável nos R$ 65,00, e Campo Novo do Parecis, com R$ 64,00.

Já em Sorriso, a soja disponível subiu 4,76% para fechar o dia com R$ 66,00 por saca, enquanto a balcão registrou um ganho de 3,33% para R$ 62,00.

Nos portos, destaque para a soja para setembro em Rio Grande, que terminou o dia nos R$ 81,00 por saca, subindo 2,14%. Nas demais posições, incluindo o porto de Paranguá, as altas ficaram entre 1,27% e 1,89, com os indicativos ainda na casa dos R$ 80,00 ou pouco acima disso, como acontece desde o final da semana passada, dada a melhor demanda por parte da China.

O chefe do setor de grãos da Datagro, Flávio França Junior, explica que desde o final da última semana, quando Donald Trump anunciou novas tarifas sobre mais produtos chineses, a nação asiática, que já não se mostrava tão presente, voltou às compras no Brasil. E apesar de um dificuldade na contabilidade desses volumes, as últimas aquisições da China teriam ficado na casa de 1 milhão de toneladas.

No entanto, França afirma que depois das atitudes dos dois países na guerra comercial, o momento ficou ainda mais incerto exigindo ainda mais cautela por parte do produtor brasileiro. “Ele já aproveitou muito, e aproveitou bem, mas agora precisa ter atenção”, diz. E mais do que isso, ainda reforça a incerteza enorme que segue pairando sobre a nova safra dos Estados Unidos.

BOLSA DE CHICAGO

Na Bolsa de Chicago, os preços da soja terminaram o dia com estabilidade, mas em campo negativo. Os futuros da oleaginosa fecharam com baixas de 2,50 a 3 pontos nos contratos mais negociados. O agosto fechou com US$ 8,47por bushel, enquanto o novembro foi a US$ 8,65.

O mercado mantém seu tom de bastante cautela e defensiva atento aos últimos movimentos de EUA e China na guerra comercial – e também dos próximos que virão – bem como ao posicionamento dos traders à espera dos novos números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) que chegam no dia 12 de agosto.

“Apesar do pessimismo em relação à guerra comercial EUA/China, boa parte do mercado, no fundo, esperava a deterioração nas negociações. Portanto, agora tentam mudar o foco para o clima no centro-oeste americano e a onda de calor extremo na Europa”, explica Steve Cachia, consultor da Cerealpar e da Agro Culte. “Possíveis mudanças nas estimativas de área plantada podem trazer um novo cenário para o quadro de oferta de soja e milho nos EUA”, completa Cachia.

Números estáveis que chegaram também do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) no final da tarde de ontem com a manutenção do índice de lavouras de soja em boas ou excelentes condições nos 54% se mantém no radar do mercado. Algumas expectativas do mercado indicavam mesmo essa manutenção, enquanto outras indicavam uma melhora dos campos de soja, o que não foi confirmado.

De acordo com a Allendale, Inc., as atenções também são grandes também sobre as condições de clima no Corn Belt. As previsões indicam temperaturas ainda amenas e chuvas mais intensas para os próximos dias acabam “aumentando as preocupações sobre quanto da nova safra americana foi perdida”.

E neste momento, os modelos climáticos começam a divergir, ainda segundo relatam os analistas internacionais, o que contribui para essa falta de direção das cotações na CBOT.

Fonte: Portal do Agronegócio

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