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Soja cresce 47% e expande fronteira agrícola da Capital

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O destaque registrado por Mato Grosso do Sul no cenário nacional de produção agropecuária se reflete também na área rural de Campo Grande. As fronteiras agrícolas do município continuam crescendo e é comum ver inúmeras lavouras de soja em locais que antes eram ocupados por pastagens nos arredores da Cidade Morena. Na agricultura, por exemplo, considerando as últimas três safras de soja, foi registrado um avanço de 47% no município, saindo de 43 mil hectares para 63,3 mil hectares nesta safra. A produção alcançada foi ainda melhor, registrando crescimento de 67% (134,1 mil toneladas para 223,8 mil toneladas).

As informações compiladas pela Associação de Produtores de Soja (Aprosoja/MS), por intermédio do Sistema de Informações Geográficas do Agronegócio (Siga-MS), comprovam ações estratégicas adotadas pelos agricultores, que utilizaram áreas de pasto (pecuária de corte) para adoção da atividade agrícola.

O monitoramento feito pelo Siga-MS destaca que a soja ocupa a 3ª maior área de plantio no município, correspondendo a 7,8% de 809,2 mil hectares. Apesar do relevante crescimento na utilização do solo, a maior parte da atividade agropecuária ainda é ocupada pela pecuária de corte, que representa 509,3 mil hectares.

Na avaliação do secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia e Agronegócio (Sedesc), Abrahão Malulei Neto, o crescimento na área de soja foi um processo natural regulado pelo mercado e por tecnologias na produção de sementes.

“O mérito é dos produtores rurais que investiram em manejo e tecnologia produtiva, resultando no aumento gradual da produtividade. Além disso, chama atenção a estabilidade no mercado da soja e os bons resultados financeiros, por isso, a troca das atividades”, observa. As demais culturas identificadas são o eucalipto, com 24 mil hectares; a cana-de-açúcar, com 4,5 mil hectares; e o milho safrinha, que deve ocupar na área rural de Campo Grande 3,5 mil hectares.

PECUÁRIA E PASTO

Em contrapartida, na última década, o rebanho bovino de Campo Grande diminuiu de 572.661 para 563.847 cabeças. Os dados disponibilizados pela unidade técnica da Federação de Agricultura e Pecuária de MS (Sistema Famasul) identificam uma condição interessante. Apesar de o número de animais reduzir-se, a produção de carne cresceu de 758,4 mil toneladas para 835,7 mil toneladas, representando um índice positivo de 10%.

Mesmo com a queda na atividade, a produção teve ganhos. O pecuarista conquistou mais eficiência na lotação animal, ao aumentar a produção de carne com o acréscimo mínimo de rebanho e diminuição na área de pastagem.

Sobre a condição identificada no setor pecuário, Malulei destaca que o resultado também é fruto da tecnologia e eficiência adotada “dentro da porteira” e revela que a carne produzida em Campo Grande é considerada a melhor produzida no Brasil, no entendimento da agroindústria.

“Uma informação que muitas pessoas não sabem é que na unidade frigorífica da Capital são produzidos os hambúrgueres da rede internacional McDonald’s. São 36 milhões de unidades fabricadas mensalmente para um cliente que é bastante exigente e preza pelos mais altos padrões de qualidade”, argumenta o titular da Sedesc.

AGRICULTURA FAMILIAR

A agricultura familiar também é prioridade na administração municipal e o secretário da Sedesc destaca que várias frentes de trabalho estão em andamento para fortalecimento econômico e social do grupo produtivo.

“Estamos incrementando a atividade de piscicultura e a produção de hortaliças e frutas com objetivo de oferecer ao agricultor familiar condições de produzir mais, melhor e em quantidade. O escalonamento é a palavra-chave para aumentar a produção de hortifrútis e, assim, abastecer a demanda local”, analisa Malulei.

O titular da pasta municipal revela ainda um projeto que deve ser concluído até o fim do ano, com intuito de industrializar ainda mais a produção local. É a construção da Central de Distribuição de Alimentos, que funcionará em torno do armazenamento e da preparação dos itens de hortifrúti para comercialização final.

Fonte: https://www.portaldoagronegocio.com.br/noticia/soja-cresce-47-e-expande-fronteira-agricola-da-capital-180172

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