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Conheça as realidades dos produtores de tomate em MG

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Alexandre de Assis é filho e neto de pequenos produtores de tomate. Mantendo a tradição da família, ele cultiva 15 hectares no município mineiro de Onça de Pitangui. Os tomateiros ficam a céu aberto e crescem apoiados em estacas.

O problema, segundo ele, é que o tomate é um produto sensível. Vento forte, granizo ou mesmo uma chuva mais intensa podem provocar prejuízos importantes. Por isso, agricultores que trabalham a céu aberto com produto muito delicado sofrem com variações bruscas na produção e na renda da atividade.

Para evitar alguns desses problemas, certos agricultores investem em estufas para o cultivo da fruta.

Tiago Duarte é de uma família que produz tomate há mais de 50anos, em PequiMinas Gerais. Sempre tocou cultivo do jeito convencional, a céu aberto… Só que de cinco anos pra cá resolveu apostar nas estufas de plástico.

Tiago lembra que a estufa fechada reduz o ataque de pragas e a incidência de doenças. Só que nos meses de inverno e nos dias nublados surge um problema. O plástico diminui a entrada de luz no cultivo – o que é ruim para o tomateiro.

Em uma propriedade em Itabirito, também em Minas Gerais, foi construída uma estufa enorme, que tem um hectare de área coberta. A estrutura foi importada da Holanda, peça por peça. Especialista em tomate, o agrônomo Luiz Santos é um dos donos do cultivo. Ele e três sócios alugaram a estufa e montaram a plantação, que conta com 20 mil tomateiros. O cultivo começou em 2016, quando chegaram as primeiras mudas compradas de viveiristas.

As plantas ficam em vasos, que têm substrato de fibra de coco e crescem apoiadas em cabos de aço presas ao teto. A estufa abriga seis variedades. Duas tipo coquetel, adocicadas e com baixa acidez. Duas de tomates maiores usados principalmente para saladas e duas variedades de tomatinhos, tipo grape, mais consumidos como aperitivo.

Um diferencial importante dessa estufa é que tanto as paredes quanto o teto são de vidro. Com isso os tomateiros recebem mais luz do que em uma estufa convencional. Luiz lembra que a cobertura de plástico deixa passar uns 80 ou 85% da luz externa. Na estufa, a irrigação é feita com um sistema de gotejamento. E a água que chega nos vasos já vem enriquecida com um adubo líquido. É o que os técnicos chamam de solução nutritiva. Uma mistura que é elaborada na propriedade e que é decisiva para o desenvolvimento das plantas.

 

(Fonte: http://g1.globo.com/economia/agronegocios/globo-rural/noticia/2018/02/conheca-realidades-dos-produtores-de-tomate-em-mg.html)

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